Recebi por e-mail, mas sei que é do site do Christian Gump
Os verbetes abaixo servem para todo o estado de Goiás.
*Arvre* – Árvore (isso me lembra ‘As arvres somos nozes’)
*Arvrinha* – Árvore pequena.
*Arvrona* – Árvore grande.
*Madurar* – Amadurecer.
*Corguim* – Lê-se córrr-guim. Diminutivo de córgo.
*Córgo* – Lê-se córrr-go. Córrego.
*Quando é fé* – Algo como “de repente” ou “até que”. Ex.: ‘Estava no
consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um meninin chorando de lá.’
*Deixa eu te falar* – Com a variação “Ow, deixa eu te falar”. Introdução
goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um Goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer “ow, deixa eu te falar”, para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: ‘E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Oww, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi…’ A forma abreviada é “te falar”.
*Custoso* – Essa foi muito bem lembrada, nos comentários. Na definição dela significa teimoso. Também ouço como se fosse *algo que dê trabalho*. ‘Esse moleque é custoso demais da conta!’ alguém custoso seria alguém que apronta muito!
*Tem base?* – Expressão tão goiana que existe até em slogan impresso em bandeiras e camisetas exaltando o estado: ‘Sou goiano. Tem base?’. Pode ser traduzido como *’Pode uma coisa dessas**?*’, só que usado com muito mais frequência.
*Chega dói – Chega a doer*. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo ‘chegar’. Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.
*Chega doeu – Chegou a doer, ou s eja, o passado de **chega dói**. Nota do Gump: Muita gente não entendeu o porquê desse verbete no passado se já se usou o verbete no presente; afinal tratar-se-ia de conjugação verbal simples, não é mesmo? Mas a fato é que quando existe uma conjunção verbal, é o verbo auxiliar (chegar) que determina o tempo da conjunção. No Goianês é diferente. É o verbo principal que é conjugado.
*Encabulado* – Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar ‘chega dói’ antes.
Nota do Gump: Também fiquei impressionado (ou encabulado, em goianês) com a quantidade de gente que não entendeu esse verbete aqui. Chegam a colar a definição do dicionário, como que querendo provar que a palavra existe! Mas a palavra existe mesmo, eu nunca disse que não! Só não tem, no dicionário, o sentido usado no Goianês. Isso é igual explicar piada!
*Uai* – Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta: Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta: Uai, vou!.
Nota do Gump: Dá impressão que o uai é parecido com o ué usado em outras regiões. Mas o ué muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha. Cheguei a me revoltar bastante com o uso do ‘uai’ nas frases quando vim pra cá, pois achava que as pessoas estavam insinuando que eu estava perguntando alguma idiotice. Só depois aprendi que as pessoas falam uai por falar.
*Num dô conta* – Pode ser traduzido como Não consigo, Não sei, Não quero, Não gosto, etc. No resto do país, “não dar conta” é usado mais no sentido de’não aguentar’. Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo. Ex.: Num dô conta de falar inglês (’não sei falar inglês’); Num dô conta de continuar em Goiâ nia nas férias (’Não quero/não aguento continuar em Goiânia nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa (’não sei imprimir usando esse programa’).
*Bão?* – Goianês para ‘Tudo bem?’ Também é usada a forma bããããão?
*Tá boa?* – Goianês para ‘Tudo bem?’ usado para mulheres. Em outras regiões do Brasil seria interpretado de outra forma…
*Bão mesmo?* – É comum usar o ‘mesmo?’ depois de coisas como ‘e aí, tá
bom/bão’, como se pedisse uma confirmação de que a pessoa tá bem e não apenas fingindo que está bem.
*Piqui* – Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária Goiana.
*Mais* – substituto goiano da conjunção ‘E’. Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.
*No Goiás* – Em Goiás.
*Na Goiânia* – Em Goiânia.
*Pit Dog* – Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma
barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!
“Queijim* – Rotatória.
*Mandruvá*- Mandorová.
*Coró* – mesmo que mandruvá, segundo meus tutores de goianês.
*Dar rata* – Algo como cometer uma gafe. Ou seja, dar rata é o goianês para’fazer gumpice’
*Calçada* – Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe em Goiânia calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.Nota do Gump: Ok, essa foi uma reclamação minha. A única de verdade. Nada contra os botecos. É muito agradável aproveitar o clima gostoso que faz à noite por aqui sem ser no lado de dentro de um bar. Mas que fique um espaço pro pedestre, né? Ter que ir pro meio da rua porque a calçada está tomada por bares e carros (nesse último caso, não tem desculpa!) é phodda.
*Anêim* – Algo que parece ter vindo de ‘Ah, não!’, que virou ‘Ah, nem!’ Mas às vezes é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo ‘anein’, ‘aneim’, ‘anêim’ e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: Anêeeim, Gump! Que pena!’
“De sal* – Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho…
dãã)
*De doce* – Se ‘de sal’ é salgado, então ‘de açúcar’ é doce, certo? Errado!Em Goiás as coisas não são doces, elas são de doce.
*Caçar* – Procurar. Goiano não procura, goiano caça. Ex.: ‘Estive te caçando o dia inteiro’. ‘Não sei onde está, mas vou caçar esse papel para você.’
*Trem* – Qualquer coisa pode ser chamada de trem, inclusive um trem. Ex.:’Ôôô trem bão!’ (ô, coisa boa!) Já ouvi até mesmo a seguinte declaração de amor: ‘Te amo, Trem!’.
*Demais da conta* – Em Goiás, deve-se evitar utilizar a palavra ‘demais’isolada. A forma correta é ‘demais da conta’. Ex.: ‘Gosto disso demais da conta!’. ‘Conheço a região demais da conta!’
*Barriga-verde* – como já ouvi aqui em Goiás, ‘pra baixo de São Paulo todo mundo é gaúcho’; portanto o termo barriga-verde nada tem a ver com o usado no sul, que significa ‘catarinense’. Barriga-verde aqui é um novato, alguém que ainda está ‘cru’ numa determinada coisa.
*Disco* – Um tipo de salgado frito.
*Voadeira* – Voadora (o golpe, agressão).
*Ou quá?* – Algo como ‘ou o quê?’. Ex.: ‘Você vai sair com a gente ou quá?’
*Vende-se este* – Aqui em Goiânia é muito mais comum ver placas dizendo ‘Vende-se Este’ colada num carro, do que simplesmente’Vende-se’. É como se quem escreveu pensasse ‘vende-se? Vende-se o que?’, mas também ficasse com preguiça de escrever ‘Vende-se este carro’. Fica o meio termo.
*Final de tarde* – Sabe aquela mania chata das propagandas de uma marca de cerveja de tentar mudar a quarta-feira para Zeca-Feira e o Happy Hour para Zeca-Hora? Pois é, ao menos o Happy Hour já foi aportuguesado por aqui.Chama-se ‘Final de tarde’, e na prática é o happy hour: você sai do trabalho e vai tomar uma com os amigos. Acompanha espetinho e feijão tropeiro, é claro!
*Fi* – Creio que vem de ‘Filho’, é usado no fim da frase, como se fosse um’tchê’ gaúcho ou um ‘meu’ paulista. Ex.: ‘Esse é o melhor,fi!’,'Nossinhora, fi! Bão demais da conta!’.
‘Coca Média* – Refrigerante médio é o de garrafinha de 290ml. Ou seja, o menor que costuma ser vendido em restaurantes. Nota do Gump: Na última vez em que estive em Curitiba pedi uma coca média, por costume adquirido em Goiânia, e a mulher ficou me olhando sem entender.
*Pronto!* Creio que com esse pequeno glossário, você já pode ir no Goiás,comer no Pit Dog sem dar rata e, quando é fé, sentar à sombra de uma arvrona na beira do corguim!



A internet deve ser mantida com bom gosto, através de sites como o seu! Parabéns!
Pessoal,
Obrigada pelos elogios e continuem acompanhando o site e as novidades. Abraços.
Achei muito legal! Tenho um monte de amigos (queridíssimos por sinal) goianos que falam desse jeitinho. Acho que até já incorporei alguns desses termos como meu “sotaque”. O “ow” então é obrigatório em qualquer conversa e normalmente seguido de um cutucão no braço que é para chamar mais a atenção. Muito bancana! Parabéns!
muito bom!
mais ta faltando coisas nesse dicionário. tipo
nossinhora= nossa senhora
mastumate= molho de tomate
prassá= para assar
isquentô= esquentou
fiofó= parte intíma traseira
óia= veja só
procê= pra você
mí= milho
doncovim= de onde vim
doncotô= onde estou
pronde queu vô= pra eu vou
li de leite= litro de leite
ôceis: vocês
saca só…
Nóis goianu num gostanu de dizer que nóis viemos
de otro lugar não, cê sabe né? Nóis fica braco que nem
um li de leite sem contar que mandamos ocêis tomar no fiofó.
Ser goianu é trem doido demais da conta, nóis fazenu macarrão com mastumate e rebentamos mí de pipoca pra assistir filme. Óia só procê vê, botei um tem prassá, mais num tava assanu, ai quando fui vê NOSSINHORA o trem já tinha queimado. Fiquei sem sabê doncovim. doncov~e e oncotô.
uai trem instranhé né, queimou embaixo e num assô em cima!
SÓU GOIANA DE CORAÇÃO!!!!
Fran,
Nós temos muitas outras palavras que somente quando falamos podemos perceber.
Assim como os paulistas, os cariocas… tem seu modo de falar, também temos o nosso e é isso que nos diferencia dos outros estados.
Fico feliz em saber que também temos os goianos de coração que gostam da “terrinha” e do nosso jeito.
Um abraço.
ou ce é doido como qcê iscreve uns trein dese falano di nois,
nois num fala porrrrta naum, nois num puxa eri naum kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Isso aí tá mais prá mineirês… 95% desses verbetes aí são usados em Minas inteira.. só não usa aqui dar rata, pit dog e coró..